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Série mercado de banda larga: panorama da região Nordeste

A região Nordeste é a que apresenta menor penetração de banda larga no Brasil. Apesar do bom aproveitamento da faixa litorânea, a baixa quantidade de conexões no interior derruba os números, que ficam menores que a média nacional. Enquanto no Nordeste 20 a cada 100 domicílios têm acesso à internet, a média brasileira é de 42 a cada 100 casas.

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Atuação dos ISPs na região Nordeste

A alta concentração atrai grandes empresas para essas cidades litorâneas. A região Nordeste, apesar de possuir menor penetração que a região Norte, tem uma concorrência mais equilibrada dos grandes provedores, principalmente nas grandes metrópoles e arredores. Os ISPs, por outro lado, costumam aproveitar o desinteresse das grandes operadoras nas áreas menos populosas e expandem seus serviços principalmente onde as grandes ainda não chegaram. Muitos deles, no entanto, já oferecem competição também nas principais cidades. Hoje, a região tem uma boa participação dessas pequenas empresas, maior que a média nacional, chegando a 14% dos acessos através de ISPs.

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Tecnologias utilizadas nos grandes e pequenos provedores

As tecnologias utilizadas pelas grandes empresas na região Nordeste são bem semelhantes à distribuição nacional, com pouca participação da fibra óptica e mais destaque para o cabo e, principalmente, o xDSL.

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Nos pequenos provedores, a fibra ainda não está tão presente como em outras regiões e muitos usam tecnologias cabeadas alternativas. O comportamento do mercado, porém, mostra um interesse crescente por fibra nos provedores da região Nordeste. Grandes ISPs já vêm implementando a solução para concorrer com as grandes operadoras e atraindo os menores a fazer o mesmo. A fibra vem se tornando uma tecnologia mais acessível e a tendência é que seja cada vez mais utilizada para melhorar o serviço de conexão, garantindo a atratividade para o cliente final.

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Velocidade de conexão

Apesar da baixa penetração, a velocidade na região é maior que a média nacional, com 34% das conexões acima de 12Mb – contra 30% no Brasil. Isso pode ser resultado da alta demanda por conteúdos online.

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Os ISPs seguem a média do Brasil, com uma fatia um pouco maior nas velocidades mais altas, mas sem uma diferença expressiva. Quarenta por cento dos acessos são feitos acima de 2Mb e a tendência é aumentar cada vez mais com a expansão de serviços como Netflix e Youtube, além de outras demandas que exigem maior rapidez. No entanto, elas  requerem uma estrutura mais robusta, o que explica a crescente demanda por fibra óptica, tecnologia que permite maior velocidade atualmente.

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Licenças SCM liberadas

Há uma liberação crescente da licença SCM na região Nordeste, principalmente nos últimos dois anos. Isso demonstra que o mercado está com cada vez mais demanda, uma ótima notícia para quem quer investir no segmento.

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Número de provedores

Assim como o número de licenças, o número de provedores também vem aumentando progressivamente. A região é bastante promissora e vem crescendo de maneira acelerada nos últimos anos.

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Iniciativas governamentais

Algumas iniciativas na região Nordeste tem buscado aumentar a penetração de banda larga. Uma delas é o Cinturão Digital do Ceará, uma rede de 3.000 quilômetros de fibra óptica (quase metade do território do estado) para levar conexão via banda larga principalmente ao interior do estado. A ideia diminui o custo de infraestrutura principalmente para os ISPs, que podem ofertar internet a preços acessíveis à população. Além disso, pela localização do estado, o Cinturão se tornou um hub que vai interligar outros países e continentes – Caribe e América do Norte, Europa e África. Todo o projeto teve um custo de R$ 65 milhões.

A fibra óptica é atualmente o melhor custo-benefício em termos de infraestrutura, por permitir altas velocidades, baixa atenuação, escalabilidade e outros benefícios. Para a demanda atual de qualidade e velocidade, não há outro material tão eficaz. Locais que ainda atuam com cabos de cobre estão perdendo para a concorrência e trocando sua infraestrutura para a fibra.

O Cinturão Digital foi um dos assuntos discutidos em uma das edições do Cianet in.loco ocorrida em Fortaleza, em abril deste ano. Na ocasião, Pablo Ximenes, Diretor da ETICE (Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará), falou sobre o projeto e quais os benefícios para a região. Se você ficou interessado, a transmissão da palestra está disponível na íntegra em nosso canal do Youtube:

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Iniciativa privada

A MOB Telecom, provedor de internet localizado no Ceará, é uma empresa que viu a demanda pela banda larga crescer e, portanto, vem trocando toda sua infraestrutura, que abrangia rádio, HPNA, fibra dedicada, etc., para GEPON (no interior do estado, para clientes com rendas mais baixas) e GPON na capital Fortaleza. Todas essas mudanças acontecem  com o auxílio da Cianet. Além do Ceará, a empresa atua em mais 7 estados do Norte e Nordeste (mais de 200 cidades), nos quais também vem realizando essa substituição de infraestrutura.

O Nordeste ainda é uma região com muita demanda a ser explorada. E os ISPs com infraestrutura de fibra óptica são a melhor solução para essa necessidade. Se quiser saber como a Cianet pode auxiliar seu provedor, entre em contato conosco!

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3 comentários sobre "Série mercado de banda larga: panorama da região Nordeste"

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