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Fibra Óptica

O objetivo desse artigo é deixar claro desde o que é fibra óptica, passar por conceitos mais avançados e apresentar as próximas tendências do mercado. Porém, antes disso, é necessário analisar brevemente o panorama da banda larga no Brasil e qual deve ser o próximo movimento dos provedores para oferecer melhores produtos e serviços. Embora a internet esteja presente de uma forma intrínseca atualmente, nem sempre foi tão fácil obter o acesso ou uma conexão razoável.

Uma breve introdução: mais do que fibra óptica

A geração de hoje utiliza os serviços de internet de banda larga de forma tão natural que só chegam a notá-lo apenas quando não existem ou apresentam alguma falha. Entrar em um estabelecimento, por exemplo, e ter conexões e tomadas disponíveis para carregadores deixou de ser um diferencial para se tornar uma obrigatoriedade. O mesmo acontece com o desempenho da banda larga fixa. Oferecer qualidade é o mínimo que se espera. Por isso, caso haja uma queda em algum dos serviços oferecidos, aí sim o provedor alcançará um diferencial, mas de forma negativa.

O crescimento da banda larga fixa no Brasil alcançou apenas recentemente uma popularização satisfatória. São diversos os fatores que contribuem para que haja ou não investimento no setor e isso está 100% relacionado ao nosso assunto: fibra óptica. Como veremos mais adiante.

Por isso, vamos continuar a conhecer ainda melhor quais as variáveis positivas e negativas do mercado e como o Brasil está atualmente no que diz respeito ao assunto.

De volta ao passado: como era antes da fibra óptica

No Brasil, a popularização da internet começou na década de 90. Porém, de forma lenta e gradual, muito diferente do tsunami de informações da era da conectividade. Por isso mesmo, a oferta e a regularização dos serviços nem sempre eram muito satisfatórias. O mais comum era encontrar: pouca diversidade, tecnologia precária e uma terra sem lei, inclusive na relação provedores-usuários.

Com essas informações, como saber o que o consumidor espera da experiência de rede?

No artigo da série Banda Larga Fixa, mostramos alguns dos quesitos que os usuários consideram fundamentais para obter uma experiência satisfatória, de acordo com um estudo realizado por uma empresa de Londres que analisou os hábitos de 30 países, inclusive do Brasil.

A expansão dos provedores no Brasil

Os fatores que contribuíram para o crescimento da banda larga fixa e, consequentemente, da expansão dos provedores são muitos: tecnologias avançadas e – o mais importante – acessíveis, cenário econômico favorável, criação de diretrizes, normas e demais regularizações para garantir os direitos e deveres de ambos os lados – provedores e usuários, maior experiência do próprio mercado nacional, aumento de profissionais qualificados, entre outros. São todos esses dados que, combinados, geram uma consequência que interessa a todos: o crescimento da conectividade no país e a criação de tecnologias nacionais.

Como a banda larga fixa e o acesso à internet tem contribuído para países em desenvolvimento?

Pode parecer fácil responder, afinal, há benefícios evidentes: troca de informações, capacitações, inovações, entre outros. No artigo sobre o assunto, listamos ainda outras possíveis conquistas: novos modelos de negócio, aumento da atividade econômica e mais. Porém, mais do que isso, trouxemos cases de como colocar tudo isso em prática. Confira.

Em 2017, o Brasil apresentou um crescimento de 78% na taxa de crescimento de banda larga fixa. É uma tendência que tem se apresentado estável e cada vez mais factível: o país está se tornando maior no setor. Apesar de uma queda, registrada em dezembro de 2016, o novo ano compensou os números negativos. Entre fevereiro de 2016 e o primeiro mês de 2017, foram mais de 1 milhão de novos usuários. Há ainda uma diferenciação nos provedores regionais dos demais – eles são os responsáveis por 49.8% da aquisição de clientes.

Em 2016, os provedores regionais e os chamados “pequenos provedores” ou ISPs já estavam impulsionando o crescimento da banda larga fixa no país. No artigo “A importância dos pequenos provedores no ambiente de telecomunicações no Brasil”, você pode saber mais sobre:

  • Cenário nacional dos pequenos provedores;
  • Importância de capacitação;
  • Recomendações extras.

Outro dado significativo é o desempenho por estados ou regiões. Os destaques em crescimento percentual de janeiro são: Paraíba, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Distrito Federal. Houve uma pequena queda entre outros locais e também aumentos significativos no mês de janeiro em outros. Para analisar melhor cada região e entender o panorama geral, separamos conteúdos segmentados.

SÉRIE MERCADO DE BANDA LARGA DO BRASIL:

Em quem se espelhar para desenvolver o mercado de banda larga no Brasil?

Na série “Banda larga fixa”, falamos sobre cases de 4 países de 4 regiões diferentes (Américas, Ásia-Pacífico, Europa e Oriente Médio e África) que contam com uma banda larga avançada. Eles se destacam dentre outros da mesma localidade. Por que isso acontece? Saiba quais são os diferenciais de cada um e os passos que o Brasil deve seguir para alcançar melhores posições nesse ranking.

Exemplos de tecnologias de banda larga

Existem alguns tipos de tecnologia que são utilizadas para conexão de banda larga fixa no Brasil. Abaixo, compilamos as consideradas “mais populares” pelo portal TechinBrazil. Veja mais.

xDSL: a popularização de diferentes conexões DSL se deu, no Brasil, muito pela relação custo-benefício. Ou seja, com um custo baixo e uma instalação acessível, é bastante utilizada em edifícios, por exemplo, quando a fibra óptica consegue alcançá-los.

Modem a Cabo: num modelo em que há uma infraestrutura integrada com a TV pacote, é frequentemente oferecido por empresas de TV por assinatura.

Spread Spectrum: em alguns casos, a transmissão por rádio ainda é uma opção para uma porcentagem de brasileiros. Embora a qualidade não seja exemplar, é uma possibilidade para alcançar regiões distantes ou sem estrutura suficiente para as demais tecnologias.

FTTH: considerada uma tecnologia em expansão, o acesso por fibra óptica por meio de interligação de residências na oferta de diversos serviços tem se tornado uma opção cada vez mais procurada em grande parte pela velocidade consideravelmente mais alta de conexão.

LTE: outra tecnologia apontada como em expansão, os modems LTE oferecem mobilidade e velocidade acima do “normal”. O grande foco são regiões e locais com acesso mais complicado. Ainda é uma tecnologia que precisa de mais empresas capacitadas para oferecê-la e se popularizar.

O que você precisa saber sobre Fibra Óptica

Neste artigo, pretendemos fazer um overview sobre conceitos, tecnologias e práticas com fibra óptica. Por isso, você encontrará assuntos sobre os seguintes tópicos:

  1. O que é fibra óptica?
  2. Tipos de fibras ópticas
  3. Tipos de tecnologias em fibra óptica
  4. Verdades e mitos sobre fibra óptica
  5. Como começar a trabalhar com fibra óptica
  6. Projetos de redes
  7. Produtos necessários para iniciar a rede
  8. Tendências tecnológicas

Em cada tópico, colocaremos também materiais auxiliares para que você possa se aprofundar em algum assunto específico. Além disso, há indicações de leituras e vídeos que poderão explicar de forma mais didática e esmiuçada desde conceitos até tutoriais práticos. Boa leitura!

1. O que é fibra óptica?

Veja o que você vai encontrar neste primeiro tópico:

  1. De onde veio a história da fibra óptica?
  2. Quais são as características da fibra óptica?
  3. Quais são as vantagens da fibra óptica?
  4. Quais as vantagens de usar uma arquitetura de redes FTTx?

Sem dúvidas, a exigência por uma comunicação cada vez mais veloz e de qualidade foi um dos principais propulsores da utilização dos cabos de fibra óptica. Mas, afinal, o que eles são? De acordo com o portal Oficina da Net, podem ser considerados como feixes de “fios de vidro puro” com um revestimento duplo de plástico reflexivo.

O Oficina da Net ainda explica que o tamanho de um cabo de fibra óptica pode ser tão fino quanto um fio de cabelo e que, de forma resumida, trabalha com um feixe lançado que será capturado pelas particularidades do meio (fibra óptica) e continuará viajando incessantemente por meio de reflexões. São, nesse sentido, dois os principais pontos: o filamento que formará o núcleo e o material isolante elétrico.

De onde veio a história da fibra óptica?

De acordo com a revista Super Interessante, foi somente em 1870 que houve uma quebra histórica de paradigma. Não, a luz não caminha apenas em linha reta. Em Londres, o físico John Tyndall utilizou uma lanterna num recipiente opaco e com luz para provar algo extremamente importante para a fibra óptica: no meio da luz, há uma curva. Ou, de forma mais direta, a luz pode fazer curvas. Apesar do significado disruptivo da descoberta, apenas em 1952 o físico indiano Narinder Singh Kapany começou a se aprofundar no que desencadearia na criação da fibra óptica.

Com isso, houve avanços no que falamos anteriormente, sobre um dos conceitos fundamentais da fibra óptica: a reflexão interna total. As fibras de vidro não eram novidade para o isolamento térmico, mas Kapany foi capaz de fazer as adaptações necessárias para obter a refração ideal. É o começo da fibra óptica.

A história da fibra óptica começa com o intuito da utilização para a área da Medicina. Porém, na década de 60, o físico chinês Charles Kao promoveu outra descoberta disruptiva: cabos de fibra óptica são menores e mais velozes na transmissão de dados, além de um custo-benefício extremamente valioso. A partir de então, as possibilidades se tornaram imensas: desde o uso para chamadas por telefone até a propagação de informação. Por esse motivo, as fibras ópticas se disseminaram em vários segmentos: satélites, fotografia, fiação de computadores, entre outros.

Quais são as características da fibra óptica?

Há duas principais formas de utilização de comunicação na atualidade que podem contar com a tecnologia da fibra óptica, são eles: o Monomodo e Multimodo, que falaremos mais adiante. Cada um deles têm suas particularidades que se adequam melhor a uma ou outra situação. Falamos bastante em nosso artigo “Por que utilizar a arquitetura de redes FTTx” sobre a evolução da banda larga e sua nova demanda, que não é suprida pelas redes metálicas. Em virtude disso, as redes PON (Passive Optical Network) se tornaram uma tendência de mercado, principalmente por serem de fácil gerenciamento e instalação.

É imensamente importante começar com o conceito de redes PON em fibra óptica justamente pela abrangência de sua usabilidade: doméstico, IP móvel, soluções segmentadas, etc. Em 2014, já havia uma previsão de que redes FTTH (Fiber to the Home) alcançariam 2,66 milhões de pessoas na América Latina, conforme publicamos em nosso blog no artigo “O futuro das redes PON: tendências de mercado”.

Fibra Óptica: é um meio físico que permite a transmissão de luz por reflexões contínuas dentro de uma superfície até a chegada da outra extremidade, sem perdas. Usada para transmissão de dados em vários segmentos. De formato diminuto, com material de fácil instalação e gerenciamento e um bom custo-benefício.

Redes PON: PON, ou rede óptica passiva, utiliza a fibra óptica para possibilitar a conexão e compartilhamento de diversas formas até chegar ao usuário. A rede PON é composta por equipamentos específicos que facilitam o acesso.

FTTH (Fiber to the Home): é uma arquitetura 100% em fibra óptica que promove a ligação das residências por meio das fibras ópticas de acordo com a demanda necessária: Internet, Telefonia, TV ou Rádio Digital.

Redes FTTx: é uma expressão usada de forma generalista para arquiteturas de rede de banda larga baseadas em tecnologia de fibra óptica.

As redes FTTx, ou “Fiber To The x”, que significa “fibra até o x”, basicamente faz o trabalho de ligação entre as extremidades e podem ter tanto uma arquitetura ponto-multiponto (P2MP) até ponto a ponto (P2P). No caso da FTTx, trata-se de uma rede de fibra óptica monomodo passiva. Além disso, é necessário os equipamentos nas centrais e nos usuários. No multipontos, há ainda os splitters, que fazem a divisão da rede ao meio. Os ativos de uma central rede de fibra óptica FTTx são chamados de OLT e os ativos dos usuários são chamados de ONU.

P2P: arquitetura mais simples, necessita apenas de uma fibra que ligue central e usuário. Tem menor procura por possuir um custo mais elevado de infraestrutura.

P2MP: utiliza fibra compartilhada e um Central Office, o que permite diminuir quantidade de fibras. É claro que há OLTs e ONUs. É mais econômica desde a infraestrutura até a manutenção.

Quais são as vantagens da fibra óptica?

A maioria dos especialistas e conteúdos do segmento é unânime ao apontar as dimensões reduzidas como a primeira vantagem na utilização da fibra óptica. No entanto, há muitas outras características que contam pontos positivos na escolha da tecnologia. Confira alguns deles:

  • dimensão mínima, bastante reduzida;
  • capacidade de perpetuar uma quantidade grande de dados e informações;
  • facilidade de instalação;
  • facilidade de gerenciamento;
  • em comparação com outras tecnologias, como os fios de cobre, possui uma durabilidade maior;
  • não possui interferências eletromagnéticas;
  • matéria-prima abundante;
  • segurança muito maior no sinal e em prevenir falhas;
  • são capazes de suportar uma banda de maior largura;
  • possuem um excelente custo-benefício.

Quais as vantagens de usar uma arquitetura de redes FTTx?

Há ainda uma série de vantagens em utilizar ponto multiponto. Em razão disso, as redes de fibra óptica FTTx têm se tornado cada vez mais populares e conhecidas. Mesmo que não haja uma implementação ampla em países menos desenvolvidos, há um movimento de globalização da tecnologia e deve chegar a todos. As vantagens falam por si: segurança, resistência e qualidade. Veja mais:

  • Os cabos ópticos proporcionam uma maior economia;
  • Possibilidade de empregar outro conceito importante: redes ópticas passivas;
  • Rede externa com facilidade de manutenção e mais durável;
  • facilidade de gerenciamento;
  • Facilidade de atualização, desde instalações até mudanças de tipos de assinatura e planos;
  • Plataforma única para gerenciamento;
  • Não há interferência elétrica.

Existem variações nas redes FTTX?

As redes de fibra óptica FTTX possuem uma série de variações e, consequentemente, denominações para diferenciá-las. No artigo “Por que utilizar a arquitetura de redes FTTx”, você irá se familiarizar com as siglas, o significado em inglês e a tradução em português.

2. Tipos de fibras ópticas

Elas até podem ser parecidas, mas nem todas as fibras ópticas são absolutamente iguais. Anteriormente, chegamos a citar a fibra óptica Monomodo, mas também existe a Multimodo. E, por mais que por fora ambas tenham dimensões bastante reduzidas, a escolha entre uma delas fará bastante diferença. Por serem esteticamente semelhantes, com pouca diferença nas medidas, é impossível conhecer as características de cada uma apenas com o olhar superficial. Será que ambas possuem as mesmas vantagens internas e externas? É o que você irá encontrar nos tópicos:

  1. Fibra óptica: Monomodo
  2. Fibra óptica: Multimodo

Fibra óptica: Monomodo

Como falamos, a diferença entre ambas pode ser considerada mínima, mas com consequências grandes. Uma das principais características da fibra Monomodo é a densidade. Como explica Marcelo Lopes, a fibra óptica possui um núcleo que, além de possuir uma densidade inferior, também consegue mudar rapidamente de acordo com a reflexão interna da luz. O que, ao final, irá ser mais eficiente de acordo com a variação de luz e diminuir o número de perdas. Exatamente por esse motivo é que a Monomodo é ideal para os sinais de maiores distância. Um ponto negativo em comparação com a Multimodo é o maior grau de tecnicidade exigido para manuseamento e manutenção, somado a um custo maior.
Em resumo: a fibra Monomodo possui: núcleo menor, apenas um caminho (um sinal de luz) para longas distâncias e usada em redes externas de transmissão e distribuição e redes internas. Também requer maior expertise e possui um valor mais elevados.

Fibra óptica: Multimodo

Por sua vez, como também esclarece Marcelo Lopes, nos Multimodo se encontra um núcleo com menor densidade, o que acaba dando mais “espaço” para a luz se dispersar e refletir com maior “suavidade”. Por um lado, é possível que haja diversos feixes de luz repercutindo o mesmo caminho, o que acaba sendo positivo ao se pensar em uma instituição, empresa ou organização que precisa manter uma rede interna de curto alcance, até 2 km. Porém, para transmissões externas, o mais aconselhado seja a fibra óptica Monomodo, justamente por a Multimodo possuir um alcance mais limitado.
Em resumo: a fibra óptica Multimodo apresenta menor densidade, o que dispersa a luz e faz com que ela perca “força”, velocidade e alcance. Por isso, é bastante aconselhada para redes internas, como a comunicação de usuários de uma mesma empresa. Também é muito utilizada em virtude do menor preço e maior facilidade de instalação.
Depois de todas as informações acima, é normal se perguntar: e agora, em qual tecnologia investir? A Cianet tem um material essencial para quem precisa de uma resposta para essa questão. Acesse “Em qual tecnologia investir?”.

3. Tipos de tecnologias em fibra óptica

Saiba sobre o que falaremos nos tópicos a seguir:

Já falamos antes sobre redes ópticas passivas. Agora, você irá descobrir sobre as duas mais utilizadas hoje em dia: GEPON e GPON. Característica da própria rede óptica passiva, em nenhuma das duas é necessária a eletricidade para transmissão. A rede PON, ou rede óptica passiva, pode ser considerada um passo a mais na evolução da rede ponto multiponto. Como tratamos no outro tópico, é preciso que existam equipamentos de distribuição de sinal, mesmo que passivos, como os splitters.
A rede PON precisa de poucos componentes. Os três considerados fundamentais e necessários para a transmissão são: OLT (Optical Distribution Network ou Terminal de linha óptica), ONU (Optical Network Unit ou Unidade de rede óptica) ou ONT (Optical Network Terminal ou Terminal de linha óptica) e ODN (Optical Distribution Network ou Rede de distribuição óptica). Para saber mais sobre cada elemento, recomendamos o artigo “Saiba mais sobre Redes Ópticas Passivas (xPON) – GEPON x GPON”.

GEPON vs. GPON

O GEPON (Gigabit Ethernet Passive Optical Network) e o GPON (Gigabit Passive Optical Network) são as tecnologias mais utilizadas em redes ponto multiponto. Cada uma delas possui características diferentes, mais adequadas a uma ou outra situação. Conheça algumas delas:

GEPON:

  • Padrão e Protocolo:

    IEE 802.3ah

    Ethernet e TDM

  • Velocidade de transmissão:
    SimétricaDownstream: 1,25 GbpsUpstream: 1,25 Gbps
  • Comportamento dos pacotes:

    Downstream: os pacotes da OLT são enviados via broadcast para todas ONTs/ONUs (padrão Ethernet), sendo que a ONT/ONU seleciona qual pacote é seu e descarta o restante.

    Upstream: cada ONT/ONU transmite os quadros Ethernet para a OLT com intervalos de tempo de transmissão diferentes, atribuídos pela OLT.

GPON:

  • Padrão e Protocolo:

    ITU-T G.984

    ATM, TDM e Ethernet

  • Velocidade de transmissão:

    Assimétrica

    Downstream: 2,5Gbps

    Upstream: 1,25Gbps

  • Comportamento dos pacotes:

    Downstream: os pacotes da OLT são enviados via broadcast para todas ONTs/ONUs (padrão Ethernet), sendo que a ONT/ONU seleciona qual pacote é seu e descarta o restante.

    Upstream: pacotes fragmentados, o formato do frame contém células ATM.

Existem ainda outras comparações para descobrir qual a melhor opção. Exemplo: comprimento de onda, distâncias, divisões, tamanho dos pacotes, compatibilidade e eficiência. Acesse o material “Infográfico: Em qual tecnologia investir? GEPON x GPON” e veja mais informações.

Assista também o vídeo EPON ou GPON? Em qual tecnologia investir? e saiba de modo prático as diferenças entre os dois modelos:

4. Verdades e mitos sobre fibra óptica

Afinal, é realmente mais simples trabalhar com fibra óptica? Em comparação aos custos totais, o que fica mais acessível? Não há dificuldades com integração? Estas são apenas algumas das perguntas que podem surgir quando se começa a pensar ou discutir o uso da fibra óptica. A verdade é que, cada vez que se cria uma nova tecnologia ou há uma evolução em algo existente, há medo e uma série de mitos. Algo natural, pois quando não se estuda a fundo, o mais comum é alimentar dúvidas e incertezas.

Cada tecnologia tem uma finalidade apropriada para cada situação. Não se deve desqualificar uma tecnologia apenas por desconhecimento. Como em tudo que é novo, a fibra óptica possui uma série de mitos envolvendo seu uso. A pergunta é: o que é verdade e o que é mentira?

Separamos três características da fibra óptica para explicar melhor algumas informações propagadas pela internet e outros meios. São elas:

A infraestrutura é realmente mais simples?

A forma como é feita a conexão (concentrador-usuário) é realizada por ponto multiponto. Por isso, a quantidade de portas de conexão é inferior a um ponto a ponto, com switches e cabeamento estruturado. Com isso, há uma redução de pelo menos 50% no espaço ocupado em dutos. Em outras palavras, torna-se mais fácil a passagem de cabos ou a implementação da tecnologia em locais com um estrutura já preparada.

A integração é mais fácil?

O meio óptico possui peculiaridades que permitem maior confiabilidade em sua transmissão: uma capacidade superior (dez vezes mais) ao cabeamento elétrico e imunidade à interferência eletromagnética.

É caro trabalhar com fibra óptica?

Não. Alguns fatores podem ser considerados quando se faz a conta do investimento em fibra óptica: a matéria prima vem se expandindo e tornando-se cada vez mais acessível no país, a maior durabilidade e vida útil do material, o cabo óptico acaba oferecendo uma redução de pelo menos 50% na montagem de uma rede cabeada e há uma significativa redução no consumo de energia.

Para continuar lendo sobre o assunto, preparamos um material com todas as vantagens (e verdades) sobre a fibra óptica. Acesse: “E-book: Verdades e Mitos sobre fibra óptica”.

#Bônus: por que a fibra óptica pode ser a melhor opção?

  1. Segurança: ela oferece isolamento elétrico, imunidade eletromagnética, proteção de dados e garantia de entrega;
  2. Alcance: numa comparação com o cabeamento elétrico, a fibra óptica tem uma vantagem que ultrapassa quilômetros;
  3. Economia: com baixas taxas de perdas de dados e durabilidade do material, é possível percorrer distâncias maiores com preços menores.

5. Como começar a trabalhar com fibra óptica

Com tantas vantagens, é natural que o passo seguinte seja: quero começar a trabalhar com fibra óptica. Para os provedores, isso significa oferecer uma tecnologia de alto nível, alinhada com o futuro da comunicação. Por isso, para realizar os primeiros processos para agregar ou migrar a sua tecnologia para fibra óptica, existem algumas diretrizes que devem ser observadas durante o processo. Entre os pontos necessários estão as adequações legais. Separamos quais as licenças necessárias para seu provedor, a fim de começar a trabalhar com fibra óptica.

Licenças para trabalhar com Fibra Óptica

SCM – Serviço de Comunicação Multimídia
Quem deseja ser provedor de internet, a licença necessária é de SCM, regulamentada pela Resolução n° 614, de 28 de maio de 2013.

SeAC – Serviço de acesso condicionado
Interessados em trabalhar com TV por assinatura, a licença necessária é o SeAC, regulamentada pela Resolução n° 581, de 26 de março de 2012.

STFC – Serviço telefônico fixo comutado
Se o objetivo é a telefonia fixa, a licença necessária é de STFC, regulamentada pela Resolução nº 426, de 9 de dezembro de 2005.

No material “Como começar a trabalhar com fibra óptica” explicamos o passo a passo para obter cada uma das licenças acima.

No caso da licença SCM (Serviço de Comunicação Multimídia), explicamos como usar o sistema on-line Mosaico, da Anatel. No artigo “Passo a passo para obter a licença SCM online em poucos dias”, explicamos desde como realizar o cadastro no SEI (Sistema Eletrônico de Informações) até o processo de acompanhamento.

6. Projetos de redes

Os projetos de redes contêm, basicamente, todos os elementos ativos e passivos, cabos e ferragens que estruturam a rede. Para isso, há um descritivo do equipamento utilizado e sua montagem. É uma forma de manter-se a par do que cada projeto possui e, inclusive, gerenciar o andamento das etapas. Um projeto permite que os provedores façam uma imersão na própria área de atendimento, além de facilitar a obtenção de documentação, manutenção e futuras expansões.

No vídeo abaixo ensinamos quais os primeiros passos para iniciar um projeto de rede. Assista:

Passo a passo:

  1. Selecionar área de atendimento;
  2. Mapear clientes que serão atendidos;
  3. Marcar postes;
  4. Definir banda e serviços;
  5. Determinar quais e quantos ativos irá precisar.

Neste link nossa especialista vai mais a fundo e enfatiza a importância do projeto de redes, além de dar dicas de como produzi-lo de forma bem sucedida. Assista ao vídeo “Conheça todos os benefícios de um Projeto de Rede”.

Dicas de especialista:

  1. Fazer estudo de campo e estimativa da quantidade de assinantes;
  2. Respeitar especificações de cada equipamento;
  3. Incluir o diagrama óptico;
  4. Documentar todas as modificações.

Num projeto de redes, há ainda as diferenças entre os horizontais e verticais. Em cada um é necessário levantar informações específicas antes de iniciá-lo. Saiba quais as especificidades de cada um:

Projetos Horizontais:

  • Demarcação da região que será cabeada;
  • Posicionamento de onde chegará o link;
  • Identificação de densidade média de clientes por rua;
  • Quais as bandas que serão comercializadas;
  • Serviços que serão vendidos;
  • Posicionamento dos postes;
  • Tecnologia a ser utilizada.

Projetos verticais:

  • Planta em CAD (contendo o traçado dos dutos);
  • Tecnologia a ser utilizada;
  • Serviços agregados (TV, voz);
  • Estimativa de banda comercializada neste prédio (mínimo e máximo);
  • Definir o local de saída do link para os equipamentos;
  • Estimativa de clientes por andar.

7. Produtos necessários para iniciar a rede

O sucesso depende da escolha dos equipamentos e soluções. Trabalhar com fibra óptica, assim como qualquer tecnologia, exige pesquisa e expertise na hora de montar os combos que farão parte dos serviços entregues pelo provedor É comum que na hora de iniciar o negócio, os gestores fiquem preocupados com o orçamento e optem por algo mais simplificado, porém, sem prezar pela qualidade do equipamento. Isso é praticamente garantia de problemas. Afinal, é a dupla projeto + equipamento que manterá o provedor entregando os serviços aos consumidores.

Embora seja compreensível os malabarismos com um orçamento inicial ainda limitado, é preciso pensar no futuro. Um investimento maior agora em um equipamento mais robusto e de qualidade, evitará custos maiores a médio e longo prazo. Por esse motivo, o planejamento estratégico deve fazer parte da rotina de todos os empreendedores, o que engloba os provedores. É lá que serão definidos gastos, prioridades e objetivos.

Para fazer com que seu empreendimento seja uma aposta certa, listamos três materiais essenciais para leitura. Saiba quais os equipamentos e os motivos principais para investir em qualidade, e como fugir daqueles que irão fazer o seu provedor entregar serviços abaixo do esperado.

Leitura obrigatória:

Pronto para começar a trabalhar com fibra óptica?

8. Tendências tecnológicas

Como tópico bônus, elencamos algumas tendências tecnológicas importantes para os provedores. A fibra óptica é uma realidade. Por isso, é preciso se preparar para alcançar o grau de inovação das ideias e iniciativos que falaremos na sequência. Outra questão fundamental é que, no mundo tecnológico, uma tendência ontem pode não ser realidade hoje, mas passado no amanhã. Ou seja, tudo anda muito rápido. Não significa desespero, mas um planejamento estratégico adaptado às condições de cada provedor.

Não importa o tamanho, num mundo onde cada vez mais iniciativas que iniciaram pequenas estão derrubando grande corporações, o importante é estimular ideias inovadoras, acreditar nelas e colocá-las em prática. Algo facilmente feito com as novas tecnologias do mercado. Os insights abaixo são apenas um ponto de partida para o seu estudo, aprofundamento e aplicação na prática. Confira.

Tendências tecnológicas para Telecom

1. Capilaridade: otimizar a capilaridade com um empurrãozinho da tecnologia é uma das tendências de telecom. Algumas tecnologias, tal como a fibra óptica, têm permitido potencializar a oferta de capacidade e qualidade de banda ao consumidor. Há ainda ferramentas que exigem apenas pequenas adaptações de acordo com a realidade da região. É preciso olhar o mercado e adequar à tecnologia mais apropriada.

2. Internet das Coisas (IoT): muita se ouve falar sobre IoT, mas até que ponto é viável? Na verdade, você já está fazendo uso dela ou muito perto disso. Quando uma pulseira ou relógio registra o que você está fazendo e gera dados sobre isso, estamos falando de IoT. O mesmo acontece quando um aplicativo no smartphone controla as luzes ou temperatura da sua casa. O conceito de Internet das coisas é, exatamente, a conexão de “tudo com tudo”. O que interessa bastante os provedores e empresas do mercado, que poderão ser um fator-chave na nova tecnologia ao oferecer segurança e qualidade na transmissão de dados via banda larga.

Se você deseja saber mais qual a atual realidade da IoT, temos o artigo certo. Em “O futuro da Internet das Coisas: para onde vamos?” falamos um pouco sobre o que se espera da tecnologia e quais projetos foram e estão sendo desenvolvidos com o auxílio dela. Saiba como você se encaixa no futuro da IoT.

3. Banda Larga 4G: A ideia é que a popularização de frequências LTE (4G) se torne cada vez maior. Portanto, é preciso investir em uma infraestrutura capaz de fornecer um acesso de qualidade, confiável e com sinal presente em qualquer local. Estamos falando em 4G, mas a próxima conexão móvel, a 5G, já está na pauta no mercado. Confira aqui: “Tendência 5G – saiba como a China ZTE vem testando essa tecnologia”.

Você notou que falamos sobre LTE no tópico anterior? A LTE (Long-Term Evolution), considerada uma evolução do rádio, é também conhecida como 4G. “O que é LTE e por que os provedores precisam saber sobre isso”: saiba o que a torna superior às outras e qual sua próxima geração.

4. Serviços sob demanda: os provedores precisam se adaptar a um novo tipo de serviço, os que são feitos sob demanda, também conhecidos como on demand. Ou seja, ir além da instalação e suportes agendados. É preciso que as operadoras se adaptem às necessidade do cliente e não ao contrário. Por esse motivo, pensar em soluções como assistência em tempo real, cloud computing e novos serviços nunca foi tão importante.

Vale lembrar que estes serviços devem ser marcados pela empatia e eficiência no atendimento ao cliente, evitando futuros cancelamentos e a má reputação da empresa.

Saiba no vídeo a seguir outras dicas para evitar cancelamentos:

5. Big data: os dados estão por toda parte e estão falando com você. Consegue ouvi-los? Muitos provedores possuem dados valiosos internos que, se cruzados podem gerar informações estratégicas para vendas. Por exemplo, saber em qual região há mais carência de uma tecnologia, qual está com maior número de reclamações, qual região da cidade está crescendo mais e, por isso, precisa de mais serviços, etc. Além disso, dados públicos, como os de redes sociais e portais governamentais, são capazes de fornecer informações não só para prospecção, mas para a criação de novos produtos e serviços. A chave está em transformar todos os dados em informação e fazer uso disso.

Saiba no vídeo a seguir a importância de obter dados dos clientes para vender mais:

Com a captação de dados avançados, os provedores de internet também podem definir estratégias para aperfeiçoar o atendimento e ampliar as oportunidades no mercado. Entenda no vídeo:

#Bônus: qual o futuro das redes PON? Falamos bastante sobre isso no decorrer do artigo, porém, quais tecnologias já estão em desenvolvimento? Conhece a tecnologia NG PON2? Falamos sobre tudo isso aqui: “O futuro das redes PON: tendências de mercado”.

Com todas essas informações, conte para nós qual o próximo passo. Está pronto para inovar? Qualquer dúvida, deixe um comentário. Também atualizamos constantemente o Blog da Cianet com posts sobre fibra óptica e outras tecnologias do mercado. Converse conosco!

 

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