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Cabos de fibra óptica: entenda os tipos para cada ramificação de rede

Quando um provedor migra para o FTTH (Fiber To The Home) ou começa a utilizar fibra óptica no meio ponto-multiponto, é comum surgirem dúvidas sobre os diversos tipos de cabos de fibra óptica para cada ramificação de rede.

Você sabe como montar uma infraestrutura de rede FTTH? Faz confusão com os tipos de cabos de fibra óptica adequados para cada ramificação de rede? Foi para ajudar nessas questões que preparamos este artigo. Entenda a diferença entre os tipos de cabos de fibra óptica e qual cabo deve ser usado para cada ramificação de rede. Confira!

Quais são os tipos de cabos de fibra óptica necessários a um provedor?

Cada ramificação de rede exige um tipo de cabo específico. Os cabos de fibra óptica são simplesmente a estrutura que envolve a fibra. Então, eles podem ser mais robustos ou mais simples, com mais ou menos fibras, de acordo com o ponto da rede e com a necessidade de proteção da fibra nesses diferentes pontos. Ou seja, a mesma fibra óptica que sai do provedor é a que chega à ONU (Optical Network Unit) na casa do cliente, mas é envolta em diferentes camadas de diferentes tipos de cabos.

Na infraestrutura de rede FTTH, basicamente são três os tipos de cabos de fibra óptica necessários:

 

1. Cabo de backbone

O cabo de backbone é um cabo robusto que tem função troncal, ou seja, funciona como a base central da rede. Ele sai do DIO (Distribuidor Interno Óptico) que está ligado a OLT (Optical Line Terminal) e leva a fibra óptica até as CEOs (caixas de emenda óptica), que têm duas utilidades:

  • fazer as ramificações primárias através de splitter, que geralmente é do tipo 1:2 (um para dois), balanceado ou desbalanceado;
  • ou fazer curva em alguma esquina, por exemplo, uma vez que o cabo de backbone é muito encorpado e resistente e não é possível dobrá-lo. Para curvá-lo, é preciso cortar o cabo e colocá-lo em uma CEO.

Para cada cabo de backbone, geralmente são usados cabos acima de 24 fibras (24, 48, 96 ou 144 fibras), mas essa questão sempre vai depender do projeto do ISP.

2. Cabo de acesso (distribuição)

Das CEOs saem os cabos de acesso (distribuição), que ligam a fibra óptica às CTOs (caixas de terminação óptica). Elas são responsáveis pela derivação óptica, utilizando um splitter para divisão de cada fibra em vários sinais para levá-los até os assinantes.

Para cabo de acesso (distribuição), geralmente são usados cabos abaixo de 24 fibras (24, 12, 6 ou 2 fibras).

3. Cabo de terminação (drop)

Finalmente, o cabo de terminação (drop) é um cabo mais fino que sai das CTOs levando a fibra óptica até o assinante. Para garantir um padrão de qualidade, é recomendado, em vez de ligar o cabo drop direto na ONU (Optical Network Unit), passá-lo por uma PTO (Ponto de Terminação Óptica), que é uma caixinha como se fosse uma ‘tomada de fibra’, em que é colocado o cabo drop, ligando a PTO à ONU através de um cordão óptico.

Tratando-se de cabos drop, é necessária a utilização de cabos específicos. O padrão ITU-T G.657A2 possui um raio de curvatura ideal para utilização em dutos apertados ou congestionados. Os cabos de AR (atrito reduzido) e LSZH (Low Smoke Zero Halogen) são os mais seguros para a operação.

Saiba Como escolher o cabo drop ideal para sua rede óptica passiva

trilha para provedores

Imagine os cabos de fibra óptica como uma árvore

Para entender as ramificações de uma rede ponto-multiponto e os cabos de fibra óptica correspondentes, uma analogia simples é enxergá-las como uma árvore.

O tronco da árvore é o cabo de backbone, que é robusto e a base da rede, de onde saem todas as fibras.

Desse tronco saem ramificações mais finas, que são os cabos de acesso (distribuição). São menos robustos que o cabo de backbone e neles estão as CEOs (caixas de emenda óptica), que, por sua vez, levam a fibra óptica até as CTOs (caixas de terminação óptica).

Das CTOs, saem outras ramificações ainda mais finas: os cabos de terminação (drop). As folhas nas pontas dessas ramificações são as ONUs (Optical Network Units), ou seja, o destino final da fibra óptica.

Como cada cabo de fibra óptica tem uma finalidade, obviamente não é possível usar um cabo mais fino para uma função que exija um cabo mais robusto e vice-versa. Portanto, para montar um provedor, é fundamental entender as funções que cada um deles têm e, assim, evitar equívocos na aquisição dos equipamentos.

É importante lembrar que o ideal é, antes de tudo, elaborar um projeto de diagramação óptica com um mapa de como a rede ficará depois que for implementada. Essa etapa é essencial para o provedor ter uma previsão dos materiais que vai precisar, mensurar o investimento necessário, além de funcionar como um guia de informações relevantes para o futuro do negócio.

Agora ficou mais fácil entender os cabos de fibra óptica e qual deles deve ser usado em cada ramificação da rede? Esperamos que a analogia da árvore tenha simplificado a visualização. Sugerimos também a leitura do “Guia completo: como montar um provedor de internet?”, que traz um conteúdo que pode te ajudar muito nesse processo.

Guia completo: como montar um provedor de internet?

 

 

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