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Precificação de serviços: como definir planos e preços de internet

A precificação de serviços correta é fundamental para garantir que a empresa tenha o retorno esperado e consiga oferecer um atendimento de qualidade para os seus clientes. O problema é que grande parte dos donos de provedores precificam seus serviços de forma errada e isso acaba prejudicando o negócio, no curto e no longo prazo.

Neste artigo, você vai entender melhor sobre o processo de precificação de serviços e os aspectos que deve considerar para formar o seu preço. Confira e ao final baixe também o nosso Guia de precificação e saiba se você está cobrando certo pelos planos de internet.

 

6 fatores que você deve considerar na precificação de serviços do provedor

Existe um padrão de comportamento comum entre os donos de provedores pequenos, que vão começar o negócio ou estão em processo de expansão. É utilizar o valor dos concorrentes como base para criar o preço dos seus serviços. Quando há concorrência, oferecem um valor aproximado e, muitas vezes, menor, para ganhar mercado.

Em lugares sem concorrência, os provedores cobram mais, pois estão em vantagem. No entanto, pensar dessa forma pode ser prejudicial para os negócios. O provedor não considera seus próprios custos e investimentos para começar a ofertar o serviço. Além disso, corre o risco de um concorrente chegar oferecendo valores mais competitivos. Isso levaria a quebras de contrato e migração dos clientes para outro provedor.

A forma correta de precificação de serviços deve considerar os custos que a empresa terá para desenvolver sua infraestrutura, contratar o link de internet, distribuir a banda, manter a rede e todos os outros custos do negócio. A seguir, listamos seis fatores que você deve considerar na sua precificação de serviços:

 

1. Avalie a concorrência

A concorrência não deve ser a única fonte de formação de preços, mas deve ser observada. Acompanhe os preços de seus concorrentes, veja quanto estão cobrando pela oferta de serviços semelhantes. Isso vai te ajudar a criar uma precificação que não seja muito acima ou muito abaixo da média de mercado.

Em locais que ainda não há oferta do serviço e que não há concorrência, vale avaliar as empresas que atendem nas cidades vizinhas.

 

2. Analise o seu investimento

As Despesas de Capitais são os valores gastos para adquirir recursos, ferramentas e soluções para estruturar o serviço. Em geral, esse tipo de investimento é feito em equipamentos que serão trocados no futuro, seja para modernizar o serviço ou para continuar atendendo a demanda.

Esse investimento deve retornar para o caixa da empresa, mas para isso, é preciso repassar o custo para o cliente. Ou seja, você terá que dividir o custo dos equipamentos ou da infraestrutura pelo número de clientes que é capaz de atender.

 

3. Calcule os custos operacionais

As Despesas Operacionais são os custos que a empresa têm para manter o serviço em funcionamento e é pago mensalmente. Em geral, é vinculado com os custos gerais do negócio, como mão de obra, matérias-primas, ferramentas, taxas de licença, transporte das equipes, link de internet do provedor, etc.

Todos os custos que a empresa terá para conseguir prestar os serviços mensalmente devem entrar nesse cálculo, sendo repassados para o cliente.

 

4. Acompanhe seu Demonstrativo do Resultado do Exercício

O DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício) é um relatório contábil resumido, que mostra as operações da empresa em um período específico. O relatório entrega o resultado apurado, podendo ser um lucro ou prejuízo. O cálculo é feito com base nas receitas, custos, despesas, lucros e impostos do negócio.

Por meio do relatório, você consegue analisar o desempenho financeiro do provedor, vendo os resultados mensais e a evolução nas receitas e despesas. Com essas informações, é possível avaliar se os valores cobrados pelos serviços estão arcando com os custos da empresa, se permitem investimentos e se ainda há lucro.

 

5. Considere o retorno de investimento

O custo para trazer um cliente para o seu provedor é maior do que o retorno que ele está proporcionando? O Custo de Aquisição por Cliente (CAC) é uma métrica que avalia qual é o retorno de investimento que a empresa está obtendo com os contratos que está fechando.

Há casos em que o provedor investe muito em infraestrutura, marketing, mão de obra, melhorias, suporte, mas tem um retorno muito baixo. Isso quer dizer que o investimento não está sendo satisfatório e, em algum momento, vai prejudicar o orçamento.

Outra métrica importante para avaliar o retorno de investimento é o Tempo de Vida do Cliente. Esse indicador é usado pelas empresas que vendem serviços para avaliar quanto de faturamento um cliente retorna para o negócio. Ou seja, quanto a sua empresa está faturando com cada cliente durante o período em que ele utiliza o seu serviço.

 

6. Atente-se para a margem de contribuição

A margem de contribuição mostra se a receita da empresa é suficiente para liquidar seus custos, pagar as despesas fixas e ainda ter lucro. Provedores que se baseiam nos preços dos concorrentes, apenas, não conseguem ter uma visão de sua margem de contribuição e quanto a empresa pode estar perdendo.

Provedores podem criar produtos de internet diferentes e com isso ter margens diferentes também.

Ignorar esse indicador é prejudicial para o negócio, gerando dívidas que vão impactar na oferta e entrega do serviço.

 

Leia também Projeto de rede FTTH: como definir rotas dos cabos e outros pontos

Veja como precificar o seu serviço corretamente

Ao considerar esses aspectos, você conseguirá chegar ao lucro líquido final da sua empresa. O indicador revela o rendimento do seu provedor, baseando-se na diferença entre a receita total e o custo total. Ou seja, é a subtração dos gastos pela receita obtida.

O resultado vai indicar se a empresa está faturando, tendo dificuldades para se manter ou tendo prejuízos. Na hora de fazer a precificação de serviços do provedor, coloque todos os fatores que listamos neste conteúdo na ponta do lápis. Esses dados vão te ajudar a criar preços consistentes para o seu negócio e seu cliente.

Além dessas dicas, preparamos um guia para te ajudar com tudo que você precisa pensar na precificação de serviços do seu provedor. Neste material, você vai conferir:

  • O que considerar ao definir o valor dos planos de internet?
  • Como reajustar os preços sem impactar o cliente
  • Como fidelizar clientes mesmo cobrando valores mais altos?

Baixe agora mesmo o nosso guia e aprenda a precificar seus serviços corretamente de uma vez por todas!

 

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2 comentários sobre "Precificação de serviços: como definir planos e preços de internet"

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