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Série mercado de banda larga: internet no Centro-Oeste

Escrito por Mariana Forlin, Inteligência de Mercado na Cianet.

A região Centro-Oeste é marcada pela disparidade na distribuição geográfica. Enquanto no Distrito Federal há uma concentração populacional extrema, ultrapassando os 400 hab./km², no estado do Mato Grosso a população é bem espalhada, com pouco mais de 3 hab./km². Claro que temos uma situação diferenciada por conta de Brasília ser a capital do país, mas mesmo entre os outros estados essa diferença é bastante nítida. Goiás, por exemplo, possui cerca de 18 hab./km² e o Mato Grosso do Sul, 7 hab./km². Por causa dessa situação, em algumas cidades a adoção de tecnologias e a disseminação da banda larga é mais facilitada, enquanto em outras, as grandes distâncias tornam esse processo mais difícil.

Penetração da banda larga no Centro-Oeste

De 2011 a 2016 houve um crescimento na penetração da banda larga na região Centro-Oeste, passando de cerca de 30 conexões a cada 100 domicílios para quase 45.

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Grandes provedores de internet

A Oi ainda é a principal fornecedora de internet da região Centro-Oeste, isso porque a sua estrutura de telefonia é utilizada em grande escala para a banda larga. Em uma localidade onde há muitas áreas com baixa densidade demográfica, a estrutura de legado de telefonia da empresa é certamente um diferencial na penetração de mercado. A Sky é outra empresa que se aproveita do formato local, uma vez que chega até os assinantes via satélite, sem necessidade de estrutura de cabo física. Isso é demonstrado pelo seu share de 4% em relação à média nacional de 1%.

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ISPs

Os ISPs detêm metade do share de mercado em relação a média nacional. Nos últimos anos, no entanto, os pequenos provedores estão crescendo na região. Só no ano passado foram 30% a mais de empresas tirando a licença SCM e neste ano, antes do final do terceiro trimestre, o patamar de 2014 já foi atingido.

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Tecnologias para banda larga – grandes provedores

Com relação às tecnologias que suprem os assinantes de banda larga no Centro-Oeste, não há diferença da média nacional, uma vez que cada um dos grandes grupos tem sua tecnologia base. Neste caso, a Oi e a Telefônica atingem os clientes principalmente via xDSL. Esse é um dado preocupante, já que o xDSL é uma tecnologia que tende a ficar defasada e em breve não conseguirá levar velocidade e qualidade suficientes aos usuários.

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Tecnologias – ISPs

Os ISPs adotam principalmente o rádio, também por conta da densidade demográfica da região. A fibra óptica ainda não foi amplamente instalada, mas está em adoção crescente pelos ISPs, que mais que dobraram a quantidade de acessos por tecnologias FTTx em relação ao ano passado. É possível notar também uma maior adoção desta tecnologia por parte dos ISPs frente às grandes operadoras da região. O uso da fibra óptica é um grande diferencial para eles, já que conseguem entregar um serviço com melhor qualidade.

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Velocidade de conexão no Centro-Oeste – grandes operadoras

Há uma concentração maior nas velocidades entre 2 e 34Mb, e, por conta da menor adoção de fibra óptica, velocidades acima de 34Mb são mais escassas, apesar de haver uma tendência de aumento.

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Velocidade de conexão – ISPs

Por conta da maior utilização do rádio pelos ISPs, as velocidades dos pequenos provedores no Centro-Oeste é inferior à média desse segmento no Brasil. A forte tendência de demanda por velocidades mais elevadas com maior confiabilidade é o que vem movimentando esse mercado para a tecnologia de fibra, que deve ser cada vez mais difundida na região.

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Oportunidades para os ISPs

Levando em conta os dados acima, a região Centro-Oeste é extremamente propícia para a entrada de mais ISPs. Duas razões são as mais fortes: o aumento da competitividade via fibra óptica e a densidade demográfica de algumas áreas, que se tornam menos atrativas para as grandes operadoras. Além disso, a região demonstra grande potencial de crescimento e adoção de fibra óptica, especialmente por parte dos pequenos e médios provedores, que vislumbram esta oportunidade e desejam estar onde as grandes operadoras não estão.

Segundo notícia publicada no portal Telessíntese em junho deste ano, a crise parece passar longe dos provedores da região centro-oeste. Basta olhar os exemplos de empresas citadas na matéria e que aumentaram sua participação de mercado ao resolver investir em fibra óptica. Segundo a notícia, todos os ISPs acima de 4 mil assinantes na região estão investindo em redes de fibra.

É um provedor e necessita de auxílio para atuar em alguma região? Entre em contato conosco ou escreva nos comentários abaixo!

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2 comentários sobre "Série mercado de banda larga: internet no Centro-Oeste"

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