IoT: quais os desafios e oportunidades para serviços de internet

IoT: quais os desafios e oportunidades para serviços de internet

por Cianet | 10.01.17 | em Inovação e tendências

A internet das coisas (IoT)  deixou de ser futuro e vem aos poucos entrando na vida das pessoas: monitoramento das câmeras de segurança da casa por meio do smartphone, sensores de movimento que contabilizam o número de pessoas que passaram por algum lugar e controle da televisão da sala com auxílio de um aparelho celular inteligente. Tudo isso já é realidade e está intrinsecamente associado aos serviços de internet.

Os alertas enviados em tempo real por equipamentos conectados têm contribuído para as tomadas de decisão nas empresas e vêm inclusive transformando os modelos de negócio, além de torná-los mais eficientes. É provável que no mundo corporativo a telemetria e monitoramento migre para os dispositivos interligados via IoT. Essa mudança fará com que os desenvolvedores de softwares criem soluções cada vez mais personalizadas para atender essas demandas.

A internet das coisas abre um universo grande de possibilidades. Umas mais futuristas; outras bem mais acessíveis. Independente da praticidade que os produtos afirmam trazer para a vida das pessoas, esses equipamentos propiciam vários desafios e oportunidades para corporações de diferentes segmentos, inclusive para as empresas que oferecem os serviços de internet. Quer saber como os ISPs brasileiros podem tirar vantagens com o IoT? Continue a leitura do artigo!

Desafios para as empresas que oferecem serviços de internet

Talvez o grande desafio dos ISPs seja desenvolver um produto que traga benefício real para as corporações ou para a vida das  pessoas. E a disputa por essa parcela de mercado começa na própria conexão oferecida pelas empresas de serviços de internet, já que uma casa com equipamentos inteligentes demanda mais banda que uma residência que utiliza a conexão apenas para navegar por meio de computadores e smartphones. Além disso, os provedores de internet ainda concorrem com as operadoras de rede móvel que contam com maior cobertura.

Ainda falando em disputa de mercado, é importante ressaltar que as empresas de serviços de internet não são concorrentes dos fabricantes de sensores de movimento ou de televisores inteligentes, mas devem ficar atentos para encontrar oportunidades de negócios nas plataformas IoTs.

Outro ponto são as melhorias constantes na qualidade do sinal e na velocidade da banda larga. Afinal, quem gosta de assistir a um filme na Smart TV com baixa qualidade, não é mesmo? Isso sem contar na segurança que uma casa super conectada necessita. Televisores, geladeiras, câmeras, carros, sensores… tudo conectado entre si. Sempre que um projeto IoT sai do campo das ideias e é executado com eficácia, põe em discussão a segurança da rede para proteger a privacidade dos cidadãos. Isso sem contar no desafio de produzir equipamentos conectados com potencial e segurança escalável. Em resumo, quanto mais sensores e equipamentos interligados, maiores são os desafios para as empresas de serviços de internet, gestão e privacidade de dados.

Oportunidades para as empresas que oferecem serviços de internet

Já falamos aqui que os ISPs têm grandes desafios em relação a oferta dos serviços de internet, mas o IoT oferece cada vez mais oportunidades para as empresas de telecomunicações. Uma forma dos ISPs lucrarem com esse mercado é criar plataformas para atender outras necessidades. Na zona rural, por exemplo, já se utiliza sensores conectados à internet para disparar alarmes sempre que uma porteira for aberta. Armazéns e lojas também têm investido nessa tecnologia. A vigilância, portanto, é uma das possibilidades geradas.

A oferta desse serviço pode ser cobrada por ponto de monitoramento, já que as câmeras dos ISPs estão conectadas à banda larga dos provedores. Chances no mercado não faltam, mas é preciso se manter antenado e pensar em aplicações de nicho, investir em parcerias e identificar o cliente ideal. É importante pensar em serviços de internet personalizados, mas a tecnologia utilizada nelas deve ser escalável e utilizável pelo máximo de empresas possíveis.

Open Connectivity Foundation (OFC)

Esqueça a rivalidade entre as empresas. A ordem agora é fazer parcerias com o objetivo de unificar padrões e acelerar a chegada dos dispositivos IoT no comércio o mais rápido possível. Parece uma ideia absurda em um mercado tão competitivo quanto o da tecnologia? Pois saiba que grandes empresas já anunciaram associações. Um exemplo disso é a cooperação entre a Samsung e a Microsoft. No anúncio oficial, que fizeram em 2016, as gigantes apresentaram vários aparelhos da empresa coreana operando no sistema Windows 10.  O propósito dessa união é fazer com que os vários equipamentos inteligentes em uma residência consigam se comunicar entre si.

O Centro de Inovação e Estratégia da Samsung também se associou com o Instituto de Saúde da Nestlé com o intuito de tornar a internet das coisas real também para esse nicho do mercado. Nesse caso, a sulcoreana deve compartilhar o conhecimento em semicondutores e a expertise adquirida em sua plataforma IoT(ARTIK) com os mais de 100 anos de experiência em nutrição da empresa suíça. Da parceria deve sair biosensores e tecnologia multimodal para estimular os consumidores a terem hábitos mais saudáveis e aumentar a preocupação com a alimentação.

Além disso, as grandes empresas se uniram e criaram a Open Connectivity Foundation (OCF), uma entidade que visa unificar os padrões IOT de forma que as corporações que desenvolvem produtos tecnológicos possam criar soluções e equipamentos que trabalhem bem em conjunto. A OCF está dividida em quatro segmentos promissores da internet das coisas: automotivo, saúde, segurança e casa inteligente. Além da Samsung e da Microsoft, a fundação tem como membros a Intel, a Cisco e a IBM.

Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc)

No Brasil, a Abinc também tem o objetivo de estimular a troca de informações, experiências e fomentar a pesquisa no mercado de internet das coisas. A organização sem fins lucrativos visa estabelecer uma comunicação eficaz entre os pesquisadores e empresas que atuam nesse ramo e os órgãos brasileiros responsáveis pelo serviços de internet e comunicação no país.

A sua empresa de serviços de internet está pronta para aproveitar as oportunidades geradas pelo mercado da internet das coisas? Divida conosco nos comentários!